Provas Públicas de Doutoramento de Cláudia Ramos
- CIS-Iscte

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Cláudia Ramos, estudante do Doutoramento em Psicologia, defenderá a tese intitulada "Early mother-infant interaction and the development of executive functioning during early childhood". As provas públicas estão agendadas para o dia 11 de junho de 2026, às 14:00 na Sala de Provas, B327 (Edifício 4) do Iscte-Instituto Universitário de Lisboa.
Informação sobre participação online e quaisquer alterações deverão ser consultadas no site do Iscte.
Resumo:
Investigação sobre o funcionamento executivo (FE) tem demonstrado implicações relevantes para o desenvolvimento das crianças. No entanto, na infância, poucos estudos exploraram os potenciais preditores do desenvolvimento do FE, dedicando-se exclusivamente ao estudo de fatores individuais. A presente investigação teve como objetivo examinar a contribuição de fatores ambientais, como a sensibilidade, mind-mindedness e o stress tóxico maternos – previamente identificados como preditores do FE em estudos com crianças mais velhas – para as competências executivas precoces. Com este propósito, foram realizados quatro estudos: (i) uma revisão teórica, que analisou a literatura existente e formulou hipóteses sobre como um dos comportamentos parentais mais estudados – a sensibilidade – pode estar a contribuir para o FE precoce; (ii) uma scoping review que sintetizou os procedimentos de administração de uma das tarefas mais utilizadas – a tarefa A-not-B; (iii) um estudo empírico quantitativo para compreender as implicações da sensibilidade e mind-mindedness maternas, em contextos de interação potencialmente desencadeadores de não-stress ou stress, para o FE no primeiro ano de vida; e (iv) um estudo empírico quantitativo para explorar a validade convergente do Questionário de Funções Executivas Precoces e compreender a potencial contribuição do stresse tóxico para as competências de FE reportadas de crianças com 9-24 meses. A sensibilidade em contextos de stress e a mind-mindedness em contexto de não-stress parecem estar associadas ao FE. O stress tóxico emergiu como preditor das competências de regulação. Os presentes resultados contribuem para o desenvolvimento de investigações e intervenções futuras sobre o FE na infância, potencialmente através da intervenção no contexto relacional.
Membros do júri:
Presidente: Joana Alexandre (Iscte-Instituto Universitário de Lisboa)
Ana Alexandra Osório (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Miguel Barbosa (Universidade de Lisboa)
Lígia Monteiro (Iscte-Instituto Universitário de Lisboa)
Joana Baptista (Iscte-Instituto Universitário de Lisboa)
